Isla McNabb, de Crestwood, no Kentucky, Estados Unidos, começou a demonstrar habilidades de aprendizagem muito acima do esperado ainda nos primeiros anos de vida. Aos 18 meses, aprendeu sozinha o alfabeto; aos 2 anos, já conseguia ler palavras e, antes de completar 3 anos, atingiu o percentil 99 em um teste de inteligência.
O desempenho levou a menina a ingressar na Mensa Internacional e a conquistar um recorde reconhecido pelo Guinness World Records como a integrante feminina mais jovem da organização.
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As informações foram divulgadas pelo Guinness World Records em novembro de 2023, quando Isla tinha 3 anos.
Aos 7 meses, Isla já identificava objetos em livros
Os primeiros sinais de que Isla tinha uma capacidade de aprendizagem diferenciada apareceram ainda durante o primeiro ano de vida.
Segundo seu pai, Jason McNabb, aos 7 meses a menina já conseguia identificar determinados objetos mostrados em livros ilustrados quando alguém pedia que ela apontasse para eles.
Naquele momento, porém, os pais não imaginavam que o desenvolvimento da filha chegaria a níveis tão incomuns.
Com 1 ano, menina começou a aprender cores, números e letras

Por volta de 1 ano de idade, Isla passou a demonstrar interesse por cores, números e letras.
A capacidade de absorver novas informações chamou cada vez mais a atenção da família. Aos 18 meses, segundo os pais, ela já havia aprendido o alfabeto por conta própria.
O avanço continuou rapidamente e, pouco depois, a menina começou a demonstrar capacidade de leitura.
Isla começou a ler aos 2 anos
Aos 2 anos, Isla já conseguia ler palavras. Uma das primeiras demonstrações que surpreenderam os pais aconteceu justamente em seu aniversário.
Sua tia, Crystal, havia dado à menina um bloco de notas apagável. Jason escreveu a palavra “vermelho”, e Isla conseguiu lê-la.
O pai decidiu testar outras palavras, incluindo “azul”, “amarelo”, “gato” e “cachorro”. A menina conseguiu pronunciá-las corretamente.
Letras de brinquedo eram organizadas ao lado dos objetos
A família também começou a encontrar situações curiosas pela casa.
Isla usava letras coloridas de brinquedo para formar palavras e as colocava perto dos objetos correspondentes. Ao lado de uma cadeira, por exemplo, os pais encontraram as letras que formavam “CADEIRA”.
O mesmo aconteceu com o sofá. Até o gato da família, chamado Booger, apareceu ao lado das letras formando a palavra “GATO”.
As associações chamaram a atenção dos pais porque indicavam que a menina não estava apenas memorizando letras, mas relacionando palavras aos objetos.
Pais procuraram avaliação para entender o desenvolvimento da filha
Diante das demonstrações em casa, Amanda sugeriu que Isla passasse por uma avaliação especializada.
Quando a menina estava próxima dos 2 anos e meio, uma psicóloga especializada em crianças superdotadas realizou o teste. Segundo Jason, a profissional normalmente não avaliava crianças tão pequenas, mas decidiu abrir uma exceção depois de conhecer as habilidades relatadas pela família.
O resultado confirmou que o desempenho intelectual de Isla estava muito acima do esperado para sua idade.
Stanford-Binet colocou Isla no percentil 99
Nas Escalas de Inteligência Stanford-Binet, Isla alcançou o percentil 99 para sua faixa etária.
Na prática, o resultado significa que seu desempenho ficou entre os níveis mais altos da distribuição considerada pelo teste para crianças da mesma idade.
A pontuação também era suficiente para atender ao requisito utilizado pela Mensa Internacional para admissão.
Mensa Internacional exige resultado no percentil 98
A Mensa Internacional é uma organização destinada a pessoas que apresentam desempenho igual ou superior ao percentil 98 em testes padronizados de inteligência aceitos pela entidade.
Por ter alcançado o percentil 99 no Stanford-Binet, Isla atingiu o requisito necessário para ingressar na organização.
A Mensa é conhecida mundialmente por reunir pessoas com resultados elevados em testes de inteligência.
Isla entrou para a Mensa antes dos 3 anos
O ingresso aconteceu quando Isla ainda tinha 2 anos.
Com isso, ela passou a deter o recorde reconhecido pelo Guinness World Records de integrante feminina mais jovem da Mensa.
O reconhecimento chamou atenção para a trajetória da menina, que havia começado a demonstrar habilidades extraordinárias ainda durante o primeiro ano de vida.
Pais encontraram apoio em outras famílias de crianças superdotadas
Para Amanda e Jason, a entrada na Mensa Internacional também representou uma oportunidade de encontrar outras famílias que viviam experiências semelhantes.
Os pais buscavam informações sobre educação, desenvolvimento e comportamento de crianças com altas habilidades. O contato com outras famílias ajudou a compreender melhor os desafios enfrentados no dia a dia.
A organização acabou funcionando não apenas como reconhecimento do desempenho de Isla, mas também como uma forma de aproximar a família de uma comunidade com experiências parecidas.
Aos 3 anos, Isla frequentava a pré-escola
Quando a reportagem do Guinness World Records foi publicada, Isla tinha 3 anos e estava matriculada na pré-escola.
Os pais procuravam desenvolver um plano educacional individualizado que acompanhasse o ritmo de aprendizagem da menina.
A família também estudava a possibilidade de antecipar sua entrada no jardim de infância. Leitura e matemática estavam entre as áreas nas quais Isla apresentava maior destaque.
Menina aprendeu palavras pela leitura
Jason contou que algumas situações faziam os pais suspeitarem que Isla aprendia determinadas palavras diretamente pela leitura.
Em alguns casos, ela pronunciava uma palavra de maneira diferente da esperada, o que levou a família a imaginar que havia aprendido o termo visualmente, sem ter ouvido alguém pronunciá-lo antes.
Para os pais, esses episódios mostravam como a menina absorvia informações de uma maneira diferente do que eles estavam acostumados a observar.
Isla também aprendeu o alfabeto em língua de sinais
Outro episódio chamou a atenção da família quando Isla começou a apresentar o alfabeto em Língua de Sinais Americana.
Amanda e Jason afirmaram não saber exatamente onde ela havia aprendido aquilo, já que não se lembravam de terem ensinado o conteúdo diretamente à filha.
O episódio se juntou a outras situações nas quais Isla demonstrava conhecimentos que surpreendiam os próprios pais.
Desenvolvimento acelerado trouxe desafios para a família

Apesar das habilidades intelectuais avançadas, Isla continuava sendo uma criança pequena em diversos aspectos do comportamento.
Jason explicou que isso criava situações difíceis dentro de casa. Algumas estratégias utilizadas com os outros filhos simplesmente não funcionavam com ela.
Os pais, por exemplo, não conseguiam soletrar determinadas palavras para evitar que Isla entendesse uma conversa. Quando falavam sobre comprar sorvete, a menina rapidamente percebia o assunto.
Pai diz que filha não aceita facilmente respostas dos adultos
Para Jason, outro desafio era conciliar o desenvolvimento intelectual avançado com a idade de Isla.
Segundo ele, a menina se considerava capaz de compreender as situações da mesma maneira que os adultos e não aceitava facilmente respostas baseadas apenas em autoridade.
O pai resumiu a situação dizendo que “Isla acha que está no mesmo nível que os adultos”, comportamento que exigia adaptações na rotina familiar.
Desenhar, estudar, ler e brincar com o gato faziam parte da rotina
Apesar do recorde e da atenção recebida, Isla continuava tendo atividades comuns para uma criança de sua idade.
Ela gostava de desenhar, estudar, ler e brincar com Booger, o gato da família.
Entre os livros favoritos estavam A Lagarta Muito Faminta e Pete, o Gato.
Família buscava adaptar a educação ao ritmo de aprendizagem
Aos 3 anos, Isla McNabb continuava frequentando a pré-escola enquanto os pais procuravam alternativas para adaptar sua educação às necessidades específicas de aprendizagem.
A possibilidade de antecipar sua entrada no jardim de infância também estava entre os planos da família.
O caso ganhou destaque pelo conjunto de acontecimentos em um período muito curto: Isla aprendeu o alfabeto sozinha aos 18 meses, começou a ler aos 2 anos, alcançou o percentil 99 no Stanford-Binet e entrou para a Mensa Internacional antes de completar 3 anos.

