Professores efetivos das redes públicas estaduais e do Distrito Federal poderão receber um auxílio para trabalhar na aplicação do Enem 2026. A iniciativa faz parte da criação da Rede de Interlocutores Escolares (RIE), organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O profissional selecionado receberá R$ 510 por dia de atuação. Como o exame será aplicado em dois domingos, nos dias 8 e 15 de novembro, quem trabalhar nas duas datas poderá chegar a R$ 1.020.
LEIA TAMBÉM:
- Garoto de 13 anos passa 20 horas por semana na reciclagem de latinhas, já reúne 1,5 milhão e transforma material em R$ 127 mil para caridade
- Ator Thiago Lacerda transformou fazenda de 3 mil metros quadrados em área de produção, cultivou lúpulo, lançou cerveja artesanal com famoso mestre cervejeiro e se tornou símbolo de conexão entre rural e cidade
- Não é na geladeira nem junto de outras frutas: veja como guardar bananas para retardar o amadurecimento
Quem poderá receber o auxílio
A oportunidade não será aberta para qualquer pessoa interessada em trabalhar no Enem.
A seleção será feita por meio das Secretarias Estaduais de Educação e pela secretaria responsável pela rede do Distrito Federal, que indicarão os professores que poderão atuar nas escolas públicas utilizadas como locais de prova.
Podem ser indicados professores concursados e em efetivo exercício. Servidores aposentados, temporários ou afastados por férias e licenças não poderão participar.
Quanto o professor vai receber
O pagamento será realizado por meio do Auxílio de Avaliação Educacional (AAE).
O valor corresponde a R$ 510 por dia, equivalente a R$ 42,50 por hora. Assim, o professor que atuar nos dois dias de aplicação poderá receber R$ 1.020. O pagamento não será incorporado ao salário nem à aposentadoria do profissional.
O que o professor terá que fazer
O profissional selecionado terá uma jornada prevista das 8h às 20h, seguindo o horário de Brasília.
Entre as responsabilidades estão auxiliar na organização dos espaços, orientar participantes, ajudar o coordenador responsável pelo local e colaborar com a logística da aplicação.
Depois da prova, também será necessário apresentar um relatório sobre a atuação.
Capacitação será obrigatória
Antes de atuar no Enem, os professores indicados terão que participar de uma capacitação a distância promovida pelo Inep.
Também haverá uma avaliação de conhecimentos. Para ser aprovado, será necessário alcançar pelo menos 50% de aproveitamento.
O professor também deverá ter um celular ou tablet com acesso à internet móvel, já que parte das atividades será realizada por meio dos sistemas utilizados pelo Inep.
Quando será feita a seleção
As indicações pelas Secretarias de Educação estão previstas para ocorrer entre 8 e 18 de setembro.
Depois disso, o cronograma prevê:
21 de setembro: divulgação dos pré-indicados
22 a 27 de setembro: confirmação dos professores
29 de setembro a 4 de outubro: indicações complementares
15 a 28 de outubro: capacitação e avaliação
30 de outubro: divulgação dos convocados
8 e 15 de novembro: aplicação do Enem 2026
Há situações que impedem a participação
O Inep também estabeleceu algumas restrições.
O professor não poderá atuar no município onde tenha cônjuge, companheiro ou parente de até terceiro grau confirmado como participante do Enem.
Além disso, servidores afastados e profissionais que ultrapassaram o limite anual estabelecido para recebimento do Auxílio de Avaliação Educacional também não poderão participar.
Professores precisam ser indicados
Um dos pontos mais importantes é que não haverá uma inscrição aberta ao público para qualquer professor.
O profissional interessado deverá ser indicado pela Secretaria de Educação correspondente. Após a indicação, será necessário confirmar a participação, fornecer os dados solicitados, realizar a capacitação e cumprir as demais exigências do Inep.
Dessa forma, professores efetivos da rede pública que forem selecionados poderão atuar na organização do Enem 2026 e receber o auxílio correspondente aos dias trabalhados.

