O Habib’s, uma das redes de restaurantes mais conhecidas do Brasil, entrou em recuperação judicial após o grupo controlador declarar uma dívida de R$ 265,2 milhões. O pedido foi apresentado na segunda-feira (24) e aceito pela Justiça de São Paulo.
Para os clientes, porém, a principal dúvida tem uma resposta imediata: as lojas continuam funcionando normalmente. O Grupo Gennius, controlador da marca, informou que o processo de recuperação não interrompe o atendimento nem a rotina das unidades.
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Por que o Habib’s entrou em recuperação judicial?
O grupo aponta uma combinação de problemas para explicar como chegou à atual situação financeira.
Entre eles estão os impactos provocados pela pandemia de Covid-19, as mudanças no comportamento dos consumidores com o crescimento das plataformas de delivery e, mais recentemente, o peso dos juros elevados sobre as dívidas.
Antes de entrar em recuperação judicial, o grupo tentou negociar suas obrigações com os credores. Em julho, chegou a conseguir proteção temporária contra cobranças enquanto buscava uma solução negociada, mas o acordo não avançou.
Habib’s vai fechar as lojas?
Não há anúncio de fechamento generalizado das lojas por causa da recuperação judicial.
A própria companhia informou que suas operações seguem normalmente, mantendo atendimento, rotina e serviços nas unidades.
Além disso, entrar em recuperação judicial não significa falência. O mecanismo existe justamente para permitir que empresas com dificuldades financeiras tentem reorganizar as dívidas e preservar suas atividades.
O Grupo Gennius reúne mais de 300 restaurantes distribuídos por cerca de 90 cidades brasileiras, segundo informações divulgadas pela empresa.
Dívida chega a R$ 265,2 milhões
O valor declarado no pedido de recuperação judicial é de aproximadamente R$ 265,2 milhões.
O processo não envolve apenas restaurantes com a marca Habib’s. O Grupo Gennius também controla outras redes do setor de alimentação, entre elas Ragazzo e Tendall Grill.
A estrutura incluída no processo é extensa. São 178 pessoas jurídicas, além dos sócios Alberto Saraiva e Belchior Saraiva.
O que acontece agora?
Com o processamento da recuperação judicial autorizado, começa uma nova etapa.
O grupo terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação, detalhando como pretende reorganizar suas finanças e lidar com os credores. A KPMG Corporate Finance foi nomeada administradora judicial e acompanhará o processo.
Esse plano será fundamental para definir os próximos passos do grupo.
Enquanto o processo avança, determinadas ações de cobrança e execuções ficam suspensas conforme as regras da recuperação judicial, permitindo que a companhia tenha espaço para tentar reorganizar sua situação financeira.
Para quem é cliente, entretanto, nada muda neste momento: a empresa afirma que os restaurantes seguem atendendo normalmente.

