Augusto Cury, escritor, psiquiatra e candidato à Presidência da República pelo Avante nas eleições de 2026, tenta se apresentar como uma alternativa à tradicional divisão entre direita e esquerda. Embora algumas de suas propostas possam ser associadas a setores do centro ou da centro-direita, o próprio candidato afirma que sua posição política é de centro.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Cury foi questionado diretamente sobre sua orientação política e respondeu que se considera de centro. Na mesma declaração, resumiu sua visão dizendo ser uma “mente capitalista” e ter um “coração que cuida dos desvalidos”.
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A posição também aparece em sua carta aberta sobre a candidatura, publicada em seu site oficial. No documento, o escritor defende a pacificação do país e critica a divisão entre grupos políticos.
Augusto Cury é de direita ou de esquerda?
Pelas declarações públicas do próprio candidato, Augusto Cury se define como de centro, e não como integrante da direita ou da esquerda.
Cury tem feito da crítica à polarização um dos pontos centrais de seu discurso eleitoral. A estratégia busca apresentar sua candidatura como uma opção para eleitores que não se identificam com os dois principais polos da política brasileira.
Durante o debate presidencial realizado pela Band em 23 de agosto de 2026, o candidato voltou a criticar a ideia de que o país estaria dividido exclusivamente entre dois lados.
Na ocasião, Cury afirmou:
“O Brasil está dramaticamente doente, polarizado, radicalizado. Venderam uma ideia mentirosa que estamos em dois barcos. Estamos em um barco só, nem de direita, nem de esquerda.”
A declaração reforçou a maneira como o candidato pretende posicionar sua campanha diante da disputa presidencial.
Augusto Cury tem propostas mais próximas da direita?
Apesar de se declarar de centro, algumas posições defendidas por Augusto Cury podem ser relacionadas a ideias tradicionalmente associadas ao centro ou à centro-direita, principalmente na área econômica.
O candidato demonstra uma visão favorável ao capitalismo e fala sobre a importância do empreendedorismo e da atividade econômica.
Ao mesmo tempo, Cury também defende políticas direcionadas à população em situação de vulnerabilidade e procura se afastar de discursos considerados mais radicais em temas como segurança pública.
Essa combinação ajuda a explicar por que sua posição não se encaixa facilmente em uma classificação simples de direita ou esquerda.
O que Augusto Cury pensa sobre segurança pública?
A postura de Cury também aparece em suas declarações sobre violência e segurança pública.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o candidato criticou a expressão “bandido bom é bandido morto”, classificando esse tipo de discurso como estúpido.
A declaração acompanha seu discurso contrário ao radicalismo político e à ideia de que problemas complexos possam ser resolvidos apenas por meio de posições extremas.
Portanto, embora algumas de suas propostas possam dialogar com setores mais liberais na economia, o candidato tenta construir uma imagem política própria em outras áreas.
Augusto Cury apoia Lula ou Bolsonaro?
Cury procura se apresentar como uma alternativa tanto ao lulismo quanto ao bolsonarismo.
Em entrevista ao SBT News, o candidato afirmou que a disputa entre os dois grupos transformou o Brasil em uma espécie de “praça de guerra”.
A crítica à polarização é um dos elementos mais recorrentes em seu discurso eleitoral e aparece também em sua carta aberta de candidatura.
Em vez de se alinhar publicamente a um dos dois principais polos, Cury afirma que pretende concentrar a campanha em propostas e projetos para o país.
O candidato se considera de centro?
Sim. Augusto Cury se declara de centro e afirma que não pretende representar nem a direita nem a esquerda.
Sua posição política é apresentada como uma tentativa de conciliar uma visão favorável ao capitalismo e ao empreendedorismo com políticas voltadas aos grupos mais vulneráveis.
O candidato também afirma ser contrário ao radicalismo e defende uma redução da tensão política existente no país.
Essa definição, porém, não significa que todas as suas propostas sejam necessariamente neutras entre os diferentes campos ideológicos. Algumas podem ser mais próximas de determinados setores políticos, enquanto outras se afastam de posições tradicionalmente associadas à direita ou à esquerda.
Por que Augusto Cury critica a polarização?
A crítica à polarização é uma das principais marcas da candidatura de Augusto Cury.
O escritor afirma que o eleitor brasileiro não deveria ser obrigado a escolher entre apenas dois grupos políticos. Sua campanha tenta explorar justamente o espaço ocupado por pessoas que procuram uma alternativa à disputa entre lulistas e bolsonaristas.
Na carta aberta divulgada durante o lançamento de sua candidatura, Cury também defende a pacificação do país e afirma que não pretende transformar a campanha em uma sequência de ataques pessoais contra políticos ou partidos.
A proposta é colocar o debate sobre projetos no centro da disputa eleitoral.
Augusto Cury é mais liberal ou social?
A resposta depende do tema analisado.
Na economia, o candidato apresenta posições favoráveis ao capitalismo e ao empreendedorismo, características frequentemente relacionadas ao campo liberal.
Ao mesmo tempo, Cury fala sobre a necessidade de cuidar da população vulnerável e rejeita discursos considerados extremos na área social e de segurança.
Por isso, classificá-lo simplesmente como “de direita” ou “de esquerda” não corresponde à maneira como ele próprio define sua candidatura.
O posicionamento declarado é de centro, com propostas que podem se aproximar de diferentes campos dependendo do assunto.
Como Augusto Cury pretende se diferenciar nas eleições de 2026?
A estratégia eleitoral de Cury está baseada principalmente na tentativa de romper com a lógica de confronto entre os dois polos que dominam a política nacional.
O candidato procura apresentar sua trajetória como escritor e psiquiatra como parte de uma proposta voltada à saúde emocional da população, à redução dos conflitos políticos e à construção de um ambiente menos radicalizado.
Na prática, sua candidatura tenta ocupar um espaço entre os grupos que se identificam fortemente com Lula ou com Bolsonaro.
A definição ideológica de Augusto Cury, portanto, é mais clara quando se observa o que ele próprio afirma: o candidato diz ser de centro, defende uma visão favorável ao capitalismo, fala em proteção aos mais vulneráveis e rejeita a polarização entre direita e esquerda.

