Lula x Flávio Bolsonaro: nova pesquisa Quaest revela o que os eleitores pensam na reta final antes da eleição

Nova Quaest pesquisa testa Lula x Flávio e outros cenários para a Presidência. Veja o que o levantamento vai medir antes do primeiro turno.

Uma nova quaest pesquisa promete colocar ainda mais atenção sobre a disputa pela Presidência da República. O levantamento nacional será divulgado na quarta-feira, 2 de setembro, pouco mais de um mês antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e vai medir como Lula e Flávio Bolsonaro chegam à reta decisiva da campanha.

A pesquisa vai além da tradicional intenção de voto. O levantamento também pretende avaliar rejeição, aprovação do governo, percepção sobre a economia, força dos votos, influência dos debates e da propaganda eleitoral e até o impacto de investigações envolvendo pessoas próximas aos dois principais nomes testados.

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A coleta será realizada entre 30 de agosto e 1º de setembro, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima prevista é de aproximadamente dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O que a nova pesquisa Quaest vai testar?

O levantamento começa com uma pergunta espontânea sobre a intenção de voto. Antes de receber uma lista de candidatos, o eleitor poderá dizer livremente em quem pretende votar.

Depois, serão apresentados dois cenários estimulados para o primeiro turno. Um deles contará com Pablo Marçal e o outro retirará o nome do empresário da lista.

A pesquisa também vai verificar se o eleitor já considera sua escolha definitiva ou se ainda existe possibilidade de mudança até a votação.

Outro ponto será a avaliação individual dos candidatos. Os entrevistados deverão indicar se conhecem cada nome, se poderiam votar nele ou se não votariam nele de maneira alguma.

Lula x Flávio aparece entre os principais testes

Um dos confrontos que devem chamar mais atenção é a simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

A disputa entre os dois será apresentada como um dos cinco cenários de segundo turno incluídos no questionário. Lula também será colocado diante de Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

Nas simulações, o eleitor poderá escolher um dos candidatos, votar em branco ou nulo, afirmar que não pretende votar ou declarar que ainda está indeciso.

O resultado do confronto direto poderá ajudar a mostrar como os dois nomes chegam ao último mês antes da eleição.

Pesquisa vai medir rejeição e força dos candidatos

A intenção de voto será apenas uma parte do levantamento.

A Quaest também pretende descobrir quais candidatos possuem maior potencial de voto e quais enfrentam maior resistência entre os eleitores.

Para isso, os entrevistados serão questionados sobre os 13 nomes apresentados na pesquisa e deverão indicar se conhecem cada candidato, se poderiam votar nele ou se rejeitam completamente sua candidatura.

Esse tipo de avaliação pode mostrar diferenças importantes entre um candidato que possui uma parcela consolidada do eleitorado e outro que ainda tem espaço para conquistar novos votos.

O que os eleitores pensam sobre Lula e Flávio?

A pesquisa terá ainda um bloco específico sobre a imagem de Lula e Flávio Bolsonaro.

Entre as questões previstas está a percepção sobre o posicionamento político dos dois. Os entrevistados deverão avaliar, por exemplo, se consideram Lula mais moderado do que o próprio PT e se enxergam Flávio como alguém mais moderado do que sua família.

O questionário também perguntará se Lula é considerado o melhor nome que a esquerda poderia apresentar e se Flávio seria visto como a principal opção disponível para a direita.

Outro teste colocará frente a frente dois receios políticos: a volta da família Bolsonaro ao poder ou a possibilidade de Lula conquistar um novo mandato.

O eleitor também poderá responder que teme os dois cenários ou nenhum deles.

Debates e propaganda podem mudar o voto?

Outro trecho da quaest pesquisa será dedicado aos fatores capazes de influenciar a escolha presidencial.

Os entrevistados deverão avaliar o peso de elementos como:

  • desempenho dos candidatos nos debates;
  • propostas apresentadas durante a campanha;
  • propaganda no rádio e na televisão;
  • apoio de outros políticos;
  • apoio de celebridades;
  • opinião de amigos e familiares;
  • ideologia dos candidatos.

A pesquisa também vai investigar se a ausência de determinado candidato em um debate pode mudar a disposição do eleitor de votar nele.

O levantamento ainda pretende identificar quais características são consideradas mais importantes para escolher um presidente, incluindo experiência política, combate à corrupção, combate ao crime e compromisso com a democracia.

Economia também estará no centro do levantamento

A avaliação do governo Lula será novamente medida, mas a pesquisa pretende aprofundar a percepção dos brasileiros sobre a situação econômica.

Os entrevistados serão questionados sobre como enxergam a economia nos últimos 12 meses e se consideram que o cenário melhorou, piorou ou permaneceu praticamente igual.

Os preços dos alimentos também entram no questionário.

Outro ponto será o poder de compra das famílias: a pesquisa vai perguntar se a renda acompanhou o aumento dos preços ou se houve perda de poder aquisitivo.

Além disso, os eleitores poderão apontar espontaneamente qual consideram ser atualmente o principal problema do Brasil.

Investigações envolvendo Lula e Flávio serão avaliadas

A nova rodada também vai abordar investigações mencionadas no questionário envolvendo pessoas ligadas aos dois grupos políticos.

No caso de Lula, as perguntas tratarão de uma investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Os entrevistados deverão responder se já conheciam o caso, se acreditam que ele pode prejudicar a campanha de Lula e se consideram convincentes as explicações apresentadas pelo presidente.

No caso de Flávio Bolsonaro, o questionário apresentará perguntas semelhantes sobre uma investigação mencionada envolvendo o senador e recursos relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

A pesquisa vai medir o conhecimento dos eleitores sobre o caso, o possível impacto eleitoral e a avaliação das explicações dadas pelo candidato.

Pesquisa também vai medir o lulismo e o bolsonarismo

A Quaest pretende identificar ainda como o eleitor brasileiro se posiciona politicamente.

O questionário permitirá classificações como lulista, eleitor que prefere ideias de esquerda sem se considerar lulista, independente, eleitor que prefere ideias de direita sem se considerar bolsonarista e bolsonarista.

A forma como os brasileiros se informam sobre política também será investigada.

Entre as opções estarão televisão, rádio, jornais, sites, redes sociais e aplicativos de mensagens. Pela primeira vez nesse levantamento, os chats de inteligência artificial também aparecem entre as alternativas.

Quando a nova Quaest pesquisa será divulgada?

A coleta das entrevistas está programada para ocorrer entre domingo, 30 de agosto, e terça-feira, 1º de setembro.

Ao todo, serão realizadas 2.004 entrevistas presenciais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.

A divulgação está prevista para quarta-feira, 2 de setembro, quando os números deverão mostrar como Lula, Flávio Bolsonaro e os demais nomes testados chegam à reta final antes do primeiro turno.

Com pouco mais de um mês até a votação, a nova rodada da Quaest terá justamente a missão de medir não apenas quem aparece à frente, mas também quanto os eleitores estão decididos e quais fatores ainda podem mudar essa disputa.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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