Um novo remédio para enxaqueca foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta, que tem o atogepanto como princípio ativo, será uma nova opção de tratamento para prevenção das crises em adultos.
Segundo a Anvisa, o medicamento é indicado para pacientes que apresentam pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês. A aprovação contempla casos de enxaqueca episódica e crônica.
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Como funciona o novo remédio para enxaqueca?
O atogepanto atua bloqueando uma via envolvida na transmissão da dor e nos mecanismos relacionados à enxaqueca. Dessa forma, o medicamento tem como objetivo prevenir o aparecimento das crises.
Durante os estudos usados no desenvolvimento do produto, pacientes que receberam o medicamento apresentaram redução significativa no número de dias mensais com enxaqueca em comparação com aqueles que receberam placebo, de acordo com a Anvisa.
O Aquipta é administrado por via oral, ampliando as opções disponíveis para pessoas que necessitam de tratamento preventivo.
Quem poderá usar o Aquipta?
A indicação aprovada pela Anvisa é para adultos que tenham pelo menos quatro episódios de enxaqueca por mês.
O medicamento é voltado à prevenção das crises. Portanto, a indicação não significa que ele seja destinado simplesmente a interromper uma dor de cabeça que já começou.
A Anvisa destaca que, apesar de já existirem tratamentos preventivos, muitas das opções disponíveis não atuam especificamente nos mecanismos envolvidos na doença. O Aquipta passa a representar uma nova alternativa oral para esse tipo de tratamento.
Enxaqueca pode afetar rotina e qualidade de vida
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave.
Os episódios também podem ser acompanhados por sintomas como náuseas, vômitos e maior sensibilidade à luz e ao som.
Conforme a Anvisa, a doença afeta cerca de 15% da população mundial e pode provocar impactos importantes na qualidade de vida, no trabalho e nas atividades sociais.
Com o novo registro, pacientes brasileiros passam a ter mais uma possibilidade de tratamento preventivo. A indicação e a definição do tratamento adequado, no entanto, devem ser avaliadas individualmente por um profissional de saúde.

