Muito antes de qualquer plano relacionado à vida longe dos holofotes, Angelina Jolie já havia criado uma ligação profunda com o Camboja. Foi no país asiático que a atriz gravou Lara Croft: Tomb Raider, em 2000, e também onde começou a desenvolver um dos seus principais projetos ambientais e sociais.
Ao longo de mais de duas décadas, a atuação da artista no país passou por iniciativas de recuperação de áreas degradadas, proteção de florestas, combate à caça ilegal e apoio às comunidades que vivem na região.
LEIA TAMBÉM:
- Denúncia em Canoas faz Polícia Civil descobrir grupo criminoso que faturou mais de R$ 1 milhão com golpe do falso leilão; Criminosos são alvos de operação
- Empresa demite quase 10 mil funcionários e fecha fábrica após 80 anos
- Gigante em grave crise financeira vai fechar 7 fábricas e demitir quase 20 mil funcionários
Uma área de floresta que já foi associada à caça predatória passou a fazer parte de um projeto voltado à preservação da vida selvagem e ao desenvolvimento sustentável.
Como começou a relação de Angelina Jolie com o Camboja
A história começou em 2000, quando Angelina Jolie esteve no Camboja para as filmagens de Lara Croft: Tomb Raider.
A experiência teve um impacto importante na relação da atriz com o país. Em 2003, ela criou a Maddox Foundation, inicialmente voltada para ações relacionadas à remoção de minas terrestres remanescentes dos conflitos e à recuperação de áreas degradadas.
Com o passar dos anos, os projetos foram ampliados.
A partir de 2006, a organização passou a atuar também na proteção florestal e na estruturação de uma área de conservação conhecida como Área de Uso Múltiplo de Samlaut.
Floresta passou a ter patrulhamento contra caça ilegal
Uma das frentes do projeto é o patrulhamento da floresta.
Moradores da própria região foram treinados para atuar contra atividades como a caça predatória e o corte ilegal de madeira. Segundo as informações apresentadas sobre o projeto, esses trabalhadores também passaram a integrar o quadro de oficiais do governo cambojano.
A estrutura de proteção busca preservar a fauna e, ao mesmo tempo, envolver a população que vive no entorno da área.
Entre os animais monitorados estão elefantes asiáticos e dezenas de outras espécies silvestres.
O acompanhamento dos animais também ajuda a identificar áreas prioritárias de preservação e possíveis rotas de deslocamento da fauna.
Projeto também atende moradores da região
A iniciativa não está restrita à preservação da floresta.
A área protegida também abriga milhares de moradores, e o projeto desenvolvido pela fundação inclui ações voltadas à comunidade.
Entre elas está um hospital regional, construído em 2009, além de dormitórios destinados a estudantes de vilarejos distantes, erguidos em 2018.
Outra frente envolve o incentivo à apicultura sustentável, com práticas que procuram reduzir o impacto ambiental da atividade.
Dessa forma, a proposta combina conservação ambiental com iniciativas destinadas às pessoas que vivem na região.
E o que a aposentadoria de Angelina Jolie tem a ver com o projeto?
A relação de Angelina Jolie com o Camboja voltou a chamar atenção diante das informações sobre sua mudança para uma propriedade no país.
A atriz já declarou em diferentes momentos seu desejo de ter uma vida mais tranquila e ligada ao local, onde também mantém vínculos familiares e projetos sociais.
A chegada dos filhos mais novos à vida adulta abriu espaço para mudanças na rotina da artista. Os caçulas de Jolie completaram 18 anos em julho de 2026.
Isso, porém, não significa necessariamente o encerramento de sua carreira no cinema ou uma aposentadoria formal. A mudança de estilo de vida e a relação com o Camboja são questões distintas de uma decisão definitiva sobre a atuação profissional.
Enquanto isso, o projeto ambiental desenvolvido no país representa uma iniciativa que já atravessa mais de duas décadas, combinando proteção da floresta, preservação da fauna e ações para as comunidades locais.

