Foto: divulgação

Teve início nesta terça-feira (04) o julgamento do caso envolvendo a morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, 22 anos. Juliano Biron da Silva, 37, começou a ser ouvido pouco depois das 14h30. A sessão ocorre no Fórum de Canoas.

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O júri não conta com a presença de Paula Caroline Ferreira Rodrigues, que responde pelo crime junto com Biron. Ela alegou problemas de saúde. A mesma responde em liberdade desde 2018. Outra data será escolhida para o julgamento dela.

 

Em depoimento, Biron negou participação no crime e disse que foi a jovem quem praticou o homicídio. Gargioni foi torturado e morto a tiros na Praia de Paquetá em julho de 2015. “Sou inocente, não tenho nada a ver com isso”, pontuou o acusado.

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Biron sustentou que a jovem lhe confessou o crime e que ela teria cometido o assassinato como prova de amor. “Ela tava transtornada no dia. Só chorava, não falava”, disse. De acordo com a acusação, ele não aceitava que a companheira mantivesse amizade com outros homens, dentre os quais, o fotógrafo.

O crime

Os dois são julgados por homicídio qualificado. A Polícia Civil apontou que os dois teriam feito tiro ao alvo com a vítima. Depois, mataram a vítima com 19 tiros. A dupla foi presa em Santa Catarina no início de 2016.

A acusação entendeu que o crime foi qualificado pelo fato de Paula ter armado uma emboscada para o fotógrafo. A investigação apontou que o crime foi motivado por ciúmes, já que Silva não aceitava a amizade da companheira com outros homens.

Adiamento

O júri do casal deveria ter acontecido em dezembro. Porém, foi adiado já que o advogado de Paula estava com problemas de saúde.