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04 de junho de 2026

Eduardo Bolsonaro propõe substituir Pix por sistema de pagamentos usado nos Estados Unidos

Eduardo Bolsonaro sugeriu substituir o Pix pelo Zelle, sistema de pagamentos utilizado nos Estados Unidos. Entenda o que motivou a fala.

Uma declaração de Eduardo Bolsonaro voltou a colocar o Pix no centro do debate econômico e político. O ex-deputado federal comentou a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos e sugeriu mudanças que poderiam impactar diretamente uma das ferramentas financeiras mais utilizadas pelos brasileiros.

A fala ocorreu em meio às discussões envolvendo críticas feitas por autoridades norte-americanas ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. O tema ganhou destaque após novos relatórios divulgados pelo governo dos Estados Unidos.

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A proposta chamou atenção porque envolve justamente um serviço que, em poucos anos, se tornou parte da rotina de milhões de pessoas no país.

Foi nesse contexto que Eduardo Bolsonaro sugeriu que o Brasil avaliasse a substituição do Pix por um sistema utilizado pelos norte-americanos chamado Zelle.

O que Eduardo Bolsonaro disse sobre o Pix

A declaração foi feita nesta quarta-feira (3) durante entrevista ao portal TMC News.

Segundo Eduardo Bolsonaro, a substituição poderia fazer parte de uma negociação mais ampla entre Brasil e Estados Unidos.

“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Então dá pra você ir para uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos”, afirmou.

O ex-deputado também declarou que as economias dos dois países possuem características complementares e que existe espaço para negociações em diferentes áreas.

O que é o Zelle?

O Zelle é um sistema de pagamentos digitais bastante utilizado nos Estados Unidos.

A plataforma permite transferências entre pessoas físicas diretamente por meio das contas bancárias dos usuários, sem necessidade de utilizar aplicativos intermediários.

Apesar das semelhanças com o Pix, existem diferenças importantes entre os dois modelos.

Diferenças entre Pix e Zelle

Embora ambos permitam transferências eletrônicas, o Pix possui alcance mais amplo.

No Brasil, praticamente todas as instituições financeiras são obrigadas a oferecer o sistema aos clientes.

Já nos Estados Unidos, o Zelle não está disponível em todos os bancos e cooperativas de crédito.

Outra diferença está na velocidade das operações.

Enquanto o Pix realiza transferências instantaneamente, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana, algumas operações realizadas pelo Zelle podem levar alguns minutos para serem concluídas.

Críticas dos Estados Unidos ao sistema brasileiro

A declaração de Eduardo Bolsonaro acontece após a divulgação de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

O documento aponta críticas a políticas brasileiras relacionadas ao setor de pagamentos eletrônicos.

Segundo o relatório, determinadas regras adotadas no Brasil poderiam favorecer o Pix em relação a empresas privadas que atuam no mercado digital de pagamentos.

O órgão também recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros.

Debate sobre o futuro do Pix ganha força

Nos últimos meses, o Pix passou a ser tema frequente em debates econômicos internacionais.

Criado pelo Banco Central em 2020, o sistema rapidamente se tornou uma referência mundial em pagamentos instantâneos e já movimenta trilhões de reais por ano.

Especialistas destacam que o modelo brasileiro tem sido estudado por diversos países interessados em criar soluções semelhantes.

Por isso, qualquer discussão envolvendo o futuro da ferramenta costuma gerar repercussão dentro e fora do país.

Pix segue funcionando normalmente

Apesar da proposta apresentada por Eduardo Bolsonaro, não existe atualmente qualquer discussão oficial sobre substituir o Pix no Brasil.

O sistema continua operando normalmente e permanece como principal meio de transferência bancária utilizado pelos brasileiros.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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