A Polícia Civil apreendeu na manhã desta segunda-feira (15) durante a segunda fase da Operação Carrasco em Canoas o cachorro “Dudu”. O animal debilitado era utilizado pela protetora presa para pedir Pix nas redes sociais.
O cachorro não tem as patas dianteiras. De acordo com o delegado Cristiano Reschke, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), ele precisa de uma nova família.
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“O Dudu precisa de uma família. A gente clama por pessoas interessadas, de bom coração, que tem condições de dar um atendimento e cuidado adequeado para ele”, pontua Reschke.
Saiba mais sobre a segunda fase da Operação Carrasco deflagrada em Canoas
Um dos alvos da ofensiva deflagrada pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas era a protetora de animais e ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, que acabou presa por estelionato.
De acordo com a Polícia Civil, Paula é investigada desde 2025. Na época, após denúncias, os policiais apuraram que ela ordenava que os animais que chegavam ao Bem-Estar Animal fossem sacrificados e não avaliava a possibilidade de tratamento.
Após a primeira fase da operação deflagrada em setembro de 2025, os investigadores descobriram que Paula agia da mesma maneira no Instituto Paula Lopes. Além de mandar cães e gatos para a eutanásia, ela criava campanhas em redes sociais para arrecadar recursos para os animais que eram mortos.
“Na primeira fase nós focamos na principal investiga enquanto gestora, enquanto servidora, enquanto agente pública e nessa primeira fase nós indiciamos ela por maus-tratos, porque efetivamente comprovamos que havia dentro da secretária uma matança desmedida de animais. Comprovamos por meio de documentação, por meio de prova testemunhal bem contundentes. A partir daí, outras denúncias vieram e nós aprofundamos a investigação e focamos nela enquanto protetora. A gente acabou verificando que realmente existia esse modus operandi nessa vida privada dela, ela enquanto suposta protetora”, afirma a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.
De acordo com a polícia, em um ano, a presa teria arrecadado cerca de R$ 700 mil com vaquinhas.
“Neste momento, enquanto protetora, interesse era exclusivamente financeiro. Se ela tinha interesse em mostrar uma gestão eficiente na primeira fase, nessa ela usava o mesmo modus operandi, mas para angariar recursos com a morte desse animais”, relata Bertoletti.
Além de Paula, mais duas veterinárias foram presas durante a ofensiva.
O que diz Paula?
A reportagem da Agência GBC tenta contato com a defesa de Paula, mas ainda não obteve retorno.

