Uma funcionária de supermercado perdeu o emprego e ainda teve a demissão por justa causa confirmada pela Justiça depois de tentar beneficiar amigos durante compras no estabelecimento. O caso chamou atenção porque a prática foi registrada pelas câmeras de segurança e acabou gerando prejuízo para a empresa.
A decisão foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG), que concluiu que houve má-fé por parte da trabalhadora.
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O que aconteceu?
Segundo o processo, a funcionária alterava o código de identificação de carnes nobres durante a pesagem.
Na prática, os produtos eram registrados como cortes mais baratos, permitindo que determinados clientes pagassem menos do que deveriam.
As irregularidades aconteceram em um supermercado de Uberlândia (MG).
Como a empresa descobriu o que a funcionária fazia que causou a demissão por justa causa?
As imagens das câmeras de segurança registraram a repetição da prática.
Além dos vídeos, testemunhas ouvidas durante o processo afirmaram que a situação acontecia com frequência e envolvia clientes específicos.
Em um dos registros apresentados à Justiça, a funcionária aparece pesando uma carne de maior valor, mas utilizando o código de um produto mais barato.
Funcionária tentou reverter a justa causa
Durante o processo, a trabalhadora afirmou que tudo não passou de um erro operacional.
Ela também alegou perseguição por parte da empresa e pediu que a demissão por justa causa fosse revertida, além do pagamento de indenização.
Justiça manteve a demissão
Ao analisar o caso, o Tribunal entendeu que as provas apresentadas pelo supermercado demonstraram a prática irregular.
Os magistrados também consideraram que a funcionária tinha experiência suficiente para saber que a alteração dos códigos era proibida.
Por isso, a justa causa foi mantida, encerrando o processo favoravelmente ao supermercado.

