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05 de julho de 2026

Hábito comum antes de dormir pode aumentar o risco de demência; entenda o que dizem os estudos

A qualidade do sono tem sido apontada por pesquisadores como um dos fatores que podem influenciar a saúde do cérebro ao longo dos anos. Diversos estudos sugerem que hábitos que prejudicam o descanso noturno, especialmente na meia-idade, podem aumentar o risco de desenvolver comprometimento cognitivo e demência no futuro.

Apesar disso, especialistas ressaltam que esses hábitos não causam demência de forma direta. Eles representam fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da doença quando associados a outros elementos, como hipertensão, diabetes, sedentarismo e predisposição genética.

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O hábito que merece atenção

Entre os comportamentos considerados mais prejudiciais está o uso de celulares, tablets, computadores e televisão imediatamente antes de dormir.

A luz emitida pelas telas reduz a produção de melatonina, hormônio responsável por regular o sono, dificultando o adormecimento e prejudicando as fases profundas do descanso. A longo prazo, a privação frequente de sono pode comprometer mecanismos importantes de reparação do cérebro.

Além das telas, outros hábitos também prejudicam o sono, como consumir cafeína ou bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir, manter horários irregulares e dormir poucas horas por noite.

Dormir pouco pode aumentar o risco

Pesquisas acompanharam milhares de adultos durante décadas e observaram que pessoas que dormiam seis horas ou menos por noite na meia-idade apresentaram maior probabilidade de desenvolver demência anos depois.

Segundo os pesquisadores, durante o sono profundo o cérebro ativa um sistema responsável por eliminar resíduos metabólicos e proteínas associadas a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Quando o sono é insuficiente por longos períodos, esse processo pode ser prejudicado.

Dormir demais também pode ser um sinal de alerta

Os extremos parecem ser os mais preocupantes. Uma meta-análise recente identificou que pessoas que dormem mais de oito horas por noite apresentaram associação com maior risco de demência quando comparadas às que dormem entre sete e oito horas.

No entanto, especialistas destacam que isso não significa que dormir mais provoque a doença. Em muitos casos, o excesso de sono pode ser consequência de problemas de saúde já existentes, como depressão, apneia do sono, doenças cardiovasculares ou alterações neurológicas ainda não diagnosticadas.

A partir dos 40 anos os cuidados ganham importância

Pesquisadores explicam que a meia-idade é um período importante para a prevenção de doenças neurodegenerativas.

É justamente nessa fase que alterações relacionadas ao envelhecimento cerebral podem começar de forma silenciosa. Por isso, manter hábitos saudáveis entre os 40 e 60 anos pode ajudar a reduzir fatores de risco para demência nas décadas seguintes.

Como melhorar a qualidade do sono

Especialistas recomendam algumas medidas simples para favorecer um sono mais reparador:

  • Dormir entre sete e oito horas por noite, respeitando as necessidades individuais;
  • Manter horários regulares para dormir e acordar;
  • Evitar telas pelo menos uma hora antes de deitar;
  • Reduzir o consumo de cafeína e álcool no período da noite;
  • Manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável;
  • Praticar atividade física regularmente, evitando exercícios intensos próximo ao horário de dormir.

Sono é um fator de risco modificável

Médicos reforçam que dormir mal não significa que uma pessoa desenvolverá demência no futuro.

O sono é considerado apenas um dos diversos fatores que influenciam a saúde cerebral. Cuidar da qualidade do descanso, controlar doenças crônicas, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos e estimular a mente continuam sendo algumas das principais estratégias para preservar a função cognitiva ao longo da vida.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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