Homem vive 16 anos nas ruas, estuda em bancos de praça porque não tinha onde se preparar e quatro meses depois conquista o 1º lugar em concurso público

Sem uma casa onde pudesse abrir os livros, candidato encontrou nos bancos de praça o espaço para estudar para um concurso público. Depois de quatro meses de preparação, o resultado da prova abriu a possibilidade de um recomeço.

Concurso público virou a oportunidade de recomeço para um homem que passou 16 anos vivendo nas ruas. Sem uma casa ou um lugar adequado para estudar, ele transformou bancos de praça em sala de aula durante quatro meses, enfrentou uma prova de 30 questões e conseguiu uma façanha: acertou 26 e terminou a seleção em primeiro lugar.

A história aconteceu em Patos de Minas, Minas Gerais. Depois de anos em situação de rua, ele enxergou na seleção para trabalhar como coveiro uma possibilidade concreta de conseguir emprego, renda e começar a construir uma vida diferente.

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Até chegar ao resultado, porém, havia um obstáculo que começava muito antes da prova: onde estudar quando não se tem sequer uma casa para voltar?

Concurso público virou oportunidade de recomeçar após 16 anos nas ruas

Sem uma mesa, um quarto ou qualquer estrutura tradicional de estudos, ele precisou improvisar com aquilo que estava ao seu alcance.

Os bancos das praças passaram a servir como lugar de preparação.

Foi ali que, durante aproximadamente quatro meses, ele estudou os conteúdos necessários para enfrentar os outros candidatos e tentar conquistar uma das vagas.

A situação estava longe de ser a ideal. Mesmo assim, ele continuou.

Para quem havia passado tantos anos sem endereço fixo, conseguir uma vaga no serviço público significava muito mais do que simplesmente ser aprovado em uma prova.

Era uma oportunidade de começar de novo.

Quatro meses de estudos terminaram com uma surpresa

Quando chegou o momento do exame, eram 30 questões separando o candidato da possibilidade de mudar de vida. Ele acertou 26.

O desempenho foi suficiente para colocá-lo no primeiro lugar do concurso público para coveiro.

A classificação ganhou ainda mais peso diante da trajetória vivida até aquele momento: depois de 16 anos nas ruas e quatro meses estudando em bancos de praça, ele havia conseguido superar os demais candidatos.

Primeiro lugar pode representar o começo de uma nova vida

A aprovação trouxe uma perspectiva que durante anos parecia distante.

Com uma oportunidade de trabalho e renda, o candidato passou a enxergar a possibilidade de deixar para trás a situação de vulnerabilidade e reconstruir a própria vida.

A intenção é justamente usar o dinheiro conquistado com o trabalho para avançar nessa nova etapa e buscar melhores condições de vida.

O banco de praça que durante anos fez parte de uma realidade difícil acabou assumindo outro significado durante os meses de preparação.

Virou lugar de estudo.

Virou sala de aula.

E ajudou a abrir o caminho para o primeiro lugar.

De 16 anos nas ruas ao primeiro lugar

A trajetória pode ser resumida em números, mas eles não contam toda a história.

Foram 16 anos vivendo nas ruas.

Quatro meses estudando nos lugares que encontrava disponíveis.

Uma prova com 30 perguntas.

26 respostas certas.

E, no final, o primeiro lugar em um concurso público que pode representar o início de uma vida completamente diferente.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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