Justiça mantém justa causa de funcionária de supermercado que trocava códigos de carnes para favorecer amigos

Uma funcionária de supermercado tentou reverter na Justiça a demissão por justa causa aplicada pela empresa, mas não conseguiu. O motivo da dispensa foi uma prática repetida que, segundo as provas apresentadas no processo, fazia com que clientes conhecidos pagassem menos por cortes de carne mais caros.

O supermercado apresentou imagens das câmeras de segurança e depoimentos de colegas para comprovar as irregularidades. A Justiça considerou que as provas eram suficientes para manter a penalidade aplicada à trabalhadora.

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Funcionária trocava códigos de carnes mais caras

De acordo com o processo, a funcionária utilizava códigos correspondentes a cortes mais baratos para registrar carnes de maior valor.

Em uma das situações registradas pelas câmeras, ela pesou coxão mole, mas utilizou o código de paleta bovina, que tinha preço menor.

Na ocasião, o quilo do coxão mole custava R$ 36,99, enquanto a paleta era comercializada por R$ 32,99. A troca fazia com que o cliente pagasse pelo produto mais barato mesmo levando um corte de maior valor. 

Prática teria beneficiado pessoas conhecidas

Segundo as informações apresentadas pela empresa no processo, as trocas não aconteceram de maneira isolada.

As imagens das câmeras teriam mostrado a funcionária repetindo o procedimento em diferentes ocasiões e sempre em benefício de pessoas que ela conhecia.

O supermercado afirmou que a conduta provocava prejuízos financeiros e representava uma quebra de confiança na relação de trabalho. 

Câmeras de segurança foram usadas como prova

As gravações do circuito interno tiveram papel importante no processo.

Além dos vídeos, o supermercado apresentou depoimentos de colegas de trabalho, que ajudaram a reforçar as acusações feitas contra a funcionária.

Com o conjunto das provas, a Justiça entendeu que a empresa tinha elementos suficientes para justificar a demissão por justa causa. 

Justiça mantém demissão por justa causa

A tentativa da funcionária de reverter a demissão não prosperou.

A decisão manteve a justa causa aplicada pelo supermercado diante da comprovação das condutas atribuídas à trabalhadora.

Casos desse tipo são analisados com base nas circunstâncias específicas e nas provas existentes no processo. A aplicação da justa causa depende da comprovação de uma falta grave que torne insustentável a continuidade da relação de emprego.

Por que a justa causa é aplicada

A justa causa é a forma mais grave de encerramento de um contrato de trabalho por iniciativa do empregador.

Ela pode ser aplicada quando o trabalhador comete uma falta considerada grave, como atos de improbidade, desonestidade, indisciplina ou outras condutas previstas na legislação trabalhista.

No caso analisado, a discussão estava relacionada à conduta atribuída à funcionária e às provas apresentadas pelo supermercado.

Caso chama atenção para o controle nos supermercados

O episódio também mostra como sistemas de monitoramento e câmeras podem ser utilizados para investigar irregularidades dentro de estabelecimentos comerciais.

Neste caso, as gravações permitiram identificar a repetição da troca dos códigos e foram apresentadas como parte das provas utilizadas para sustentar a demissão.

A Justiça, ao analisar o conjunto das evidências, decidiu manter a justa causa da funcionária. 

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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