Metroviários da Trensurb decidiram em assembleia na última quinta-feira (20) uma série de medidas, entre elas, uma paralisação geral e um boicote às horas extras. A categoria reivindica a realização de um concurso público para suprir o déficit de funcionários.
De acordo com o Sindimetrô-RS, entidade que representa a categoria, a falta de servidores prejudica a operação do serviço. Para manter os trens em circulação, os metroviários realizam horas extras.
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“A situação é grave. A categoria vem sendo levada, obrigatoriamente, a fazer hora extra em função do compromisso que os colegas, metroviários e as metroviárias, tem com o transporte público gaúcho para seguir tocando a empresa. A gente sabe que hoje, com as horas extras sendo realizadas pelos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo assim o efetivo não é suficiente. Então, se a gente deixa de fazer hora extra, a empresa vai fechar as portas”, relata a vice-presidente do Sindimetrô-RS, Ana Paula Almada.
Conforme a entidade, a categoria aprovou uma paralisação geral no dia 21 de setembro para alertar os usuários e a empresa sobre o problema provocado pela falta de funcionários.
Porém, além da paralisação, os metroviários também aprovaram outras medidas. Entre elas, estão o boicote às horas extras e à venda ilegal de intervalo durante a Expointer.
Metroviários da Trensurb relatam venda de intervalos para não afetar operação
Conforme Ana Paula, a Trensurb está comprando intervalos dos metroviários para que a operação não sinta reflexos da falta de servidores.
“Uma coisa muito grave que a gestão da empresa vem praticando, uma situação ilegal, que é a compra dos intervalos. Pela nossa CLT isso é indisponível. A hora do intervalo do trabalhador e da trabalhadora ela não está disponível para venda para ser negociada. A empresa já assumiu isso em relatórios internos para o Governo Federal e, mesmo assim, ela não tem alternativa a não ser o concurso público para reverter essa situação”, finaliza.
Concurso público adiado
Em 2025, a Trensurb anunciou a realização de um concurso público. Porém, em dezembro do mesmo ano, a estatal informou o adiamento do processo.

