É possível solicitar a nova carteira de identidade e receber pelos Correios? Veja como funciona o procedimento

Nova carteira de identidade usa CPF como número único e pode ter etapas iniciadas pelo celular. Veja como fazer.

A nova carteira de identidade já faz parte do processo de substituição gradual do antigo RG no Brasil. A Carteira de Identidade Nacional (CIN) adota o CPF como número único de identificação, tem elementos de segurança, QR Code e também pode ser acessada em versão digital pelo aplicativo Gov.br.

Apesar da facilidade proporcionada pelos serviços digitais, existe um detalhe importante: não é possível concluir a emissão da CIN completamente pelo celular.

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O cidadão pode iniciar ou agendar parte do processo pela internet, mas a identificação presencial continua sendo necessária para procedimentos como coleta biométrica, fotografia e assinatura, conforme as regras do órgão responsável pela emissão.

No Rio Grande do Sul, existe um sistema próprio que permite encaminhar etapas pela internet em determinadas situações. Já a possibilidade de receber o documento em casa não deve ser generalizada: ela depende das regras e dos serviços oferecidos por cada estado.

Como tirar a nova carteira de identidade pelo celular?

O celular pode facilitar principalmente o agendamento e o encaminhamento das informações.

Cada estado possui seu próprio órgão de identificação e organiza a emissão da CIN de maneira específica. Por isso, o caminho utilizado por um morador do Rio Grande do Sul pode ser diferente daquele disponível em São Paulo, Minas Gerais ou outro estado.

A orientação do governo federal é procurar o órgão de identificação civil da unidade da Federação onde o documento será emitido.

Em geral, o processo envolve escolher o posto, realizar o agendamento quando necessário, apresentar os documentos exigidos e comparecer presencialmente para concluir a identificação.

Como funciona a nova carteira de identidade no Rio Grande do Sul?

No Rio Grande do Sul, o serviço oficial é administrado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Quem já possui carteira de identidade emitida no Estado pode utilizar o sistema Identidade Fácil RS para agilizar o processo. A plataforma permite fazer o encaminhamento de documentação pela internet e utilizar uma conta Gov.br para agendar o comparecimento.

Mesmo nesse formato digitalizado, o cidadão ainda precisa comparecer ao posto para realizar a biometria, tirar a fotografia e cadastrar a assinatura.

Ou seja, o celular reduz parte da burocracia, mas não elimina a etapa presencial.

Quem já tem RG emitido no RS pode fazer o processo pela internet?

Sim.

Essa é justamente uma das facilidades oferecidas pelo Identidade Fácil RS.

O cidadão que já possui carteira de identidade emitida no Rio Grande do Sul pode encaminhar documentação pela internet e marcar o atendimento para concluir a identificação presencialmente.

O sistema utiliza a conta Gov.br para autenticação e permite consultar, alterar ou cancelar o agendamento.

Quem não possui identidade emitida no Rio Grande do Sul segue outro procedimento e precisa agendar o atendimento para apresentar presencialmente a documentação necessária.

Como fazer o agendamento da nova identidade no RS?

O agendamento pode ser realizado pelo sistema oficial do Estado.

O cidadão precisa escolher a cidade de atendimento, selecionar o posto disponível e consultar os dias e horários oferecidos.

O governo gaúcho informa que a CIN pode ser solicitada em unidades do Tudo Fácil e em postos de identificação do IGP.

O sistema Identidade Fácil RS também apresenta uma lista de municípios onde o encaminhamento online está disponível, incluindo cidades como Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria, Passo Fundo e outras.

É importante verificar a disponibilidade do posto escolhido antes de concluir o agendamento.

Dá para tirar a nova carteira de identidade sem sair de casa no RS?

Não.

Essa é uma das principais diferenças entre iniciar o processo pelo celular e emitir o documento totalmente pela internet.

No Rio Grande do Sul, mesmo quem encaminha a documentação online precisa comparecer presencialmente para concluir a identificação.

O próprio governo estadual informa que a etapa presencial envolve biometria, fotografia e assinatura.

Portanto, a promessa de fazer tudo sem sair de casa não vale para o procedimento gaúcho atual.

Quais documentos são necessários no Rio Grande do Sul?

O IGP-RS informa que é necessário apresentar o CPF e a documentação relacionada ao estado civil.

Para solteiros, é aceita certidão de nascimento original e legível ou cópia autenticada.

Para casados e viúvos, é exigida a certidão de casamento. Pessoas separadas ou divorciadas devem apresentar o documento com a respectiva averbação.

O IGP também aceita certidões digitais emitidas pelos cartórios, desde que cumpram os requisitos determinados pelo órgão.

Não é necessário levar fotografia, porque a imagem é coletada durante o atendimento.

A primeira via da CIN é gratuita no RS?

Sim.

O governo do Rio Grande do Sul informa que a primeira via é gratuita.

Para a segunda via, o valor atualmente informado pelo Estado é de R$ 99,22, com isenção para maiores de 65 anos e vítimas de roubo que apresentem o boletim de ocorrência, além de possibilidade de isenção para pessoas que comprovem situação de pobreza, sujeita à análise.

Por isso, é importante diferenciar a primeira emissão das situações que envolvem segunda via.

Quanto tempo demora para receber a CIN no Rio Grande do Sul?

O prazo varia conforme o tipo de posto.

Nos postos classificados como online, o prazo normal informado pelo Estado é de 15 dias úteis na capital e na Região Metropolitana e 20 dias úteis no interior, após o pagamento quando houver cobrança.

Nos postos offline, o prazo informado é de 40 dias úteis.

O cidadão deve observar as informações fornecidas no atendimento para saber como e quando fará a retirada do documento.

A CIN chega pelos Correios no Rio Grande do Sul?

A possibilidade de entrega em casa não deve ser presumida para todos os gaúchos.

Na documentação oficial consultada para o serviço do Rio Grande do Sul, o Estado descreve o agendamento, o atendimento presencial e os prazos de emissão, mas não apresenta a entrega domiciliar pelos Correios como regra geral da CIN gaúcha.

Isso é diferente de outros estados que oferecem modalidades específicas de envio.

Por isso, quem mora no RS deve conferir a orientação do posto responsável no momento da solicitação, em vez de considerar que o documento será automaticamente entregue em casa.

E como funciona a CIN nos outros estados?

A emissão da nova carteira de identidade é responsabilidade dos órgãos de identificação dos Estados e do Distrito Federal.

O governo federal mantém uma relação dos locais onde a CIN pode ser emitida e orienta o cidadão a consultar os canais de agendamento de sua própria unidade da Federação.

Isso significa que não existe um único aplicativo ou procedimento nacional usado para marcar todos os atendimentos.

Algumas unidades da Federação oferecem agendamento digital; outras possuem sistemas próprios ou combinam atendimento online e presencial.

Posso receber a CIN em casa?

Em alguns estados, sim, desde que o serviço esteja disponível e seja escolhido dentro das regras locais.

A entrega pelos Correios não é uma regra nacional obrigatória para a nova identidade.

O governo federal deixa claro que a emissão é realizada pelos órgãos estaduais e distrital, o que faz com que procedimentos como agendamento, prazo e forma de entrega possam variar.

Por isso, uma informação publicada para um estado não deve ser automaticamente aplicada a todo o Brasil.

A nova carteira de identidade usa o CPF?

Sim.

Uma das principais mudanças da CIN é justamente a adoção do CPF como número único de identificação.

O objetivo é eliminar a fragmentação causada pela existência de diferentes números de RG emitidos pelos estados.

Com a padronização, o cidadão passa a ter a mesma identificação numérica no documento em todo o território nacional.

O que aparece na Carteira de Identidade Nacional?

A CIN segue um padrão nacional e possui recursos voltados à segurança e à conferência da autenticidade.

Entre eles está o QR Code, que permite verificar informações do documento por meio de um smartphone.

O modelo também possui dados de identificação padronizados e pode utilizar informações adicionais, desde que atendidos os requisitos necessários.

A versão digital complementa o documento físico.

Como acessar a identidade digital no Gov.br?

Depois que a CIN física é emitida, o documento pode ser disponibilizado na plataforma Gov.br.

O governo federal informa que a pessoa que recebe o documento impresso pode acessar posteriormente a versão digital pelo aplicativo.

A carteira de documentos digitais pode ser acessada por contas Gov.br de nível prata ou ouro.

Assim, o cidadão pode manter uma representação digital do documento no celular.

A identidade digital substitui a carteira física?

A existência da versão digital não elimina necessariamente a necessidade de emitir o documento físico.

A CIN possui versões física e digital, e a disponibilização da versão eletrônica depende do processamento dos dados após a emissão do documento.

Por isso, quem ainda não possui a nova carteira precisa seguir o procedimento de emissão estabelecido pelo órgão de identificação.

O RG antigo ainda pode ser usado?

Sim.

A antiga carteira de identidade não perdeu a validade imediatamente com a chegada da CIN.

O governo federal informa que os documentos no modelo antigo continuam válidos até 28 de fevereiro de 2032.

Isso significa que não é necessário trocar o RG imediatamente apenas porque a nova identidade já está disponível.

A substituição acontece de forma gradual.

Quem precisa tirar a nova identidade primeiro?

Para a população em geral, existe o período de transição até 2032.

Porém, uma mudança importante envolve a biometria utilizada para benefícios sociais e previdenciários.

O governo federal está implantando essa exigência gradualmente. A partir de 2027, a CIN passa a ser necessária em determinadas situações para quem não possui biometria válida em bases oficiais, enquanto quem já possui biometria em documentos como CNH ou título de eleitor conta com um período de transição.

A partir de 1º de janeiro de 2028, a CIN será a base biométrica exigida para concessão, manutenção e renovação dos benefícios abrangidos pela regulamentação.

Isso não significa bloqueio automático de benefícios ativos.

O próprio governo destaca que a implantação da biometria será gradual e que existem regras específicas para adaptação da população.

Qual é a validade da nova carteira de identidade?

A validade da CIN depende da idade do titular.

Para crianças de 0 a 12 anos incompletos, a validade é de cinco anos.

Para pessoas de 12 a 60 anos incompletos, o documento vale por dez anos.

Já para quem tem 60 anos ou mais, a validade é indeterminada.

Esses períodos se referem à validade da nova identidade e não ao prazo de transição do antigo RG.

A CIN é gratuita em todo o Brasil?

A primeira emissão da CIN em papel é gratuita, conforme as regras federais.

Já a cobrança de segunda via e de modelos ou serviços adicionais pode variar conforme o Estado.

O governo federal explica que o modelo em cartão de policarbonato é opcional e pode ter cobrança definida pela unidade da Federação.

Por isso, é possível encontrar diferenças entre os estados nos valores cobrados em determinadas situações.

O que muda para quem mora no Rio Grande do Sul?

Para os gaúchos, uma das principais facilidades é a possibilidade de encaminhar parte do processo pela internet, desde que o cidadão se enquadre nas condições do Identidade Fácil RS.

Quem já possui identidade emitida no Estado pode enviar documentação pela plataforma, usar a conta Gov.br e agendar a etapa presencial.

Depois, é necessário comparecer para a coleta biométrica, fotografia e assinatura.

Quem nunca teve carteira de identidade emitida no RS segue o fluxo de atendimento previsto pelo IGP para apresentar a documentação presencialmente.

E quem mora em outro Estado?

O procedimento precisa ser consultado diretamente no órgão de identificação local.

O governo federal disponibiliza a relação de canais estaduais para que o cidadão encontre o serviço correspondente à sua região.

Em alguns lugares, o agendamento pode ser feito pela internet.

Em outros, podem existir modalidades diferentes de atendimento.

A possibilidade de entrega pelos Correios também deve ser conferida localmente, já que não constitui uma regra nacional única.

Posso colocar outros documentos na nova identidade?

Sim, alguns dados podem ser incluídos na CIN conforme as regras do órgão emissor.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, podem ser acrescentadas informações como PIS/Pasep, carteira de trabalho, CNH, título de eleitor, certificado militar, documento de identidade profissional e Cartão Nacional de Saúde, desde que sejam apresentados os documentos correspondentes.

Também existem possibilidades relacionadas a nome social e outras informações, desde que atendidos os requisitos.

Esses campos são complementares e não alteram o fato de que o CPF é o número nacional de identificação.

É obrigatório trocar o RG agora?

Para a população em geral, não.

O RG antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032, portanto existe um período para a substituição.

Mesmo assim, algumas pessoas podem preferir antecipar a emissão.

A CIN pode ser interessante para quem perdeu o documento antigo, precisa atualizar informações ou simplesmente quer migrar para o novo padrão nacional.

Também há situações relacionadas à biometria para benefícios federais que tornam a nova identidade cada vez mais relevante nos próximos anos.

Como saber onde fazer a nova carteira de identidade?

O caminho mais seguro é consultar o portal oficial do Governo Federal e selecionar o estado onde o cidadão pretende ser atendido.

O governo mantém uma página com os canais de emissão da CIN em cada unidade da Federação.

No Rio Grande do Sul, o cidadão pode acessar o serviço do RS.GOV.BR/IGP ou a plataforma Identidade Fácil RS para verificar as modalidades disponíveis.

Essa consulta é importante justamente porque os procedimentos estaduais não são idênticos.

Nova carteira de identidade está substituindo o RG aos poucos

A nova carteira de identidade representa uma mudança importante no sistema de identificação brasileiro.

O CPF passou a ser o número único, o documento ganhou recursos de segurança e também existe uma versão digital integrada ao Gov.br.

Mas o processo de emissão continua tendo uma etapa presencial.

No Rio Grande do Sul, quem já possui identidade emitida no Estado pode facilitar o encaminhamento pela internet, mas ainda precisa comparecer para biometria, foto e assinatura.

Para os demais estados, as regras de agendamento e entrega variam.

Por isso, a promessa de “pedir pelo celular e receber em casa” não vale automaticamente para todo brasileiro.

O que existe é um novo documento nacional com procedimentos cada vez mais digitalizados, enquanto os estados continuam responsáveis pela operação de emissão.

Para quem ainda usa o antigo RG, não há necessidade de entrar em pânico: o modelo antigo continua válido até 28 de fevereiro de 2032.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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