O Bolsa Família deve chegar a 2027 sem reajuste nos valores pagos aos beneficiários, de acordo com a proposta de Orçamento enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional. O texto mantém o benefício mínimo em R$ 600 por família e prevê R$ 157,1 bilhões para o programa no próximo ano.
A previsão faz parte do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 e ainda poderá sofrer alterações durante a tramitação no Congresso.
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Bolsa Família fica sem reajuste em 2027
Pela proposta apresentada pelo governo, os valores atualmente pagos pelo programa serão mantidos no próximo ano. O benefício mínimo continuará em R$ 600 por família.
Também permanecem previstos os adicionais vinculados à composição familiar, como os valores destinados a crianças pequenas, gestantes e jovens.
O orçamento reservado para o Bolsa Família, porém, é menor do que o previsto para o programa em 2026. São R$ 157,1 bilhões para 2027, ante R$ 158,6 bilhões previstos para este ano.
O que acontece com os R$ 600 do Bolsa Família
A proposta atual não prevê aumento nem redução do benefício mínimo. Dessa forma, caso o texto seja aprovado como apresentado, o valor de R$ 600 continuará sendo o piso mensal pago às famílias atendidas pelo programa em 2027.
A ausência de reajuste significa que os beneficiários não terão uma correção específica no valor do benefício prevista no projeto orçamentário apresentado pelo Executivo.
A discussão, entretanto, ainda não terminou. O Congresso Nacional deverá analisar a proposta antes da aprovação definitiva do Orçamento de 2027.
Governo tenta controlar despesas para 2027
A previsão para o Bolsa Família ocorre em meio ao esforço da equipe econômica para controlar o crescimento das despesas públicas.
O projeto de Orçamento enviado ao Congresso prevê superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões em 2027, equivalente a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB).
O governo também trabalha com medidas para aumentar a flexibilidade na administração de despesas sociais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo avalia tornar algumas despesas de programas sociais, incluindo o Bolsa Família, não obrigatórias, permitindo maior controle sobre o fluxo dos recursos.
Proposta ainda pode mudar no Congresso
O valor apresentado pelo governo não representa necessariamente o orçamento definitivo do Bolsa Família para 2027.
Como o projeto precisa passar pelo Congresso Nacional, deputados e senadores poderão apresentar alterações durante a tramitação da proposta.
Por isso, os valores previstos atualmente podem ser modificados até a aprovação final do Orçamento.

