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Canoas
08 de junho de 2026

CANOAS: lembra do matador do Fátima? Justiça começa a ouvir testemunhas

A Polícia Civil descobriu que ele matava e enterrava os corpos no terreno que cuidava

A 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri da Comarca de Canoas começou a escutar na última terça-feira (6) as testemunhas de acusação e de defesa de Lacir Lopes. Ele foi preso em 2019 após a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) descobrir que ele tinha matado três pessoas e enterrado os corpos no pátio da empresa que cuidava, na Avenida Guilherme Schell, no bairro Fátima.

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Preso desde 30 de novembro de 2019, na época, Lacir confessou os três crimes. Com apenas uma passagem pela polícia por perturbação ao sossego alheio, ele foi descrito como tranqüilo pelo delegado Thiago Carrijo que, na época, investigou o caso. “Uma pessoa fria, calma e tranqüila. Inclusive, ele está colaborando com as investigações”, afirma.

Histórico do criminoso

Lacir começou a matar pessoas em março de 2018. A primeira vítima foi uma mulher que, conforme a Polícia Civil, se relacionava sexualmente com o criminoso, mas vinha cometendo furtos na casa dele. “Com a ajuda de duas pessoas, ele matou ela a marteladas no local e enterrou o corpo no terreno. Problema foi que a cova ficou rasa e o corpo começou a feder. Aí ele ateou fogo”, conta o delegado.

Dias depois, a vítima foi um homem que participou do primeiro crime. Ele vinha relatando para Lacir que uma mulher, que ajudou a matar a outra, ia entregar os dois para a polícia e que por isso, era necessário matar ela. Porém, o criminoso fez o contrário. “Ele foi lá e matou esse comparsa que estava sempre no local. Agora, os próximos passos da investigação é descobrir a participação dessa mulher”, relata Carrijo.

Após os crimes, Lacir nunca escondia o que tinha feito. Testemunhas ouvidas pelos investigadores, relatam que ele sempre falava que tinha matado pessoas. Em algumas oportunidades, ele chegava a relatar como foi o crime. Porém, a Polícia Civil só chegou no criminoso após o desaparecimento de Marcelo, um homem de 25 anos, que trabalhava e morava no mesmo local que o criminoso. “Ele desapareceu e a família veio até nós para registrar a ocorrência. Dias depois, uma testemunha chegou aqui e disse que viu a vítima morta com o rosto desfigurado”, detalha o delegado.

Após esse depoimento, no dia 30 de novembro, policiais com o apoio do Corpo de Bombeiros foram até o local na busca de corpos e encontraram o de Marcelo e a ossada de uma mulher. Três dias depois, mais uma ossada foi achada enterradaPerícias foram realizadas no local onde Lacir vivia e em todo o terreno.

O delegado Carrijo ainda ressaltou que Lacir só matava pessoas que se relacionavam com ele. “Podemos chamar ele de matador doméstico. Ele não saia as ruas para matar, mas matava quem estava dentro da casa dele”.

A reportagem de Agência GBC busca contato com a defesa de Lacir, mas não obteve retorno.

Agência GBC
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